sábado, 30 de abril de 2011

Vida no interior...



Essa foto é antiga... É um amanhecer em Coronel Vivida, cidade onde moram os meus pais...

Vim para Coronel esse final de semana para o casamento de uma das minhas amigas, hoje acordei cedo e pude relembrar o que era acordar e dar de cara com esse lindo amanhecer, com os pinheiros lá ao fundo e a cidade ainda iluminada! Senti um pouco de nostalgia, porque em Curitiba geralmente amanhece nublado, o sol não costuma dar muito as caras por lá...

Às vezes a gente olha o mundo a nossa volta com olhos cansados e deixa de perceber a beleza das coisas simples que nos cercam e que fazem toda a diferença...

Só quando acordei hoje e dei de cara com aquele espetáculo da natureza que me dei conta do quanto isso faz falta e isso é o que não podemos deixar acontecer, nos acostumar com o que está a nossa volta, nos acostumar com os dias sem sol, achar normal sair do trabalho a noite e pensar que isso é normal...

Por sorte todos os dias a natureza nos brinda com esse tipo de espetáculo, para que, mesmo de vez em quando a gente sinta essa sensação de maravilhado!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que dizem as sombras (By Daniele Melek Carneiro)


Há alguns dias em uma noite qualquer tive a idéia de ir ao Barigui fazer umas fotografias e escrever a respeito, compartilhei a idéia com a Dani e ela topou na hora, dias depois do domingo no parque a Dani teve a idéia de escrevermos, cada uma em seu blog sobre as mesmas fotografias, uma delas que tiramos naquele domingo e as outras duas que eu já tinha em meu celular...
Seriam as mesmas fotos sobre dois olhares diferentes, abaixo segue o post da Dani!!!
Espero que gostem tanto quando eu amei essa idéia! Adoro a forma que ela escreve e tenho certeza que irão gostar também!
http://daniguxa.blogspot.com

O que dizem as sombras

Essas imagens foram tiradas pela minha amiga Rafa, e em um desses três momentos eu estava presente, numa tarde de domingo ensolarada. (Ah esse sol! que me faz tanta falta nesses dias de frio como hoje)
Olhando para elas, várias coisas se passam em minha mente, e com certeza em sua também:


A beleza do parque Barigui, o espetáculo que a água proporciona em contato com o Sol (luz), o verde que chega parecer um tapete ah... Meu ar até parece mais puro só de olhar . Ao mesmo tempo há o constraste entre natureza e cidade grande, o reflexo dos prédios na água e que os torna muito próximo do verde, me leva a pensar que algumas pessoas nem passam mais por esse habitat , já estão sufocadas pelo corre-corre da vida urbana, pelas fumaças dos automóveis e indústrias e se esquecem da tranquilidade que as árvores podem causar, da suavidade de substituir sons estridentes e incomodativos das ruas movimentadas, pelo barulho das folhas com o vento, pelo cheiro de terra molhada, pelos cantos dos passarinhos, pelo encanto de ver velhinhos de mãos dadas, crianças correndo, cachorros divertindo seus donos, casais namorando, se exercitando, praticando esportes... são tantos momentos que nos dão uma paz e nos fazem esquecer todos os problemas e tumúltuos do dia-a-dia, esses que nos distaciam das coisas boas da vida e nem se quer percebemos.
Em contrapartida, eu vejo essas imagens e me lembro das pessoas que vivem da sombra dos outros, e também daquelas que não são o que parecem ser. Diariamente vejo situações com as quais me indgno muito. Por que não acredito que pessoas conseguem se aproveitar de bem feitorias de outras para se beneficiar , para ganhar proveito, e o mundo está "cheinho" dessas, não é possível que eu seja tão santa assim, falou a boa samaritana agora né? mas preso pela minha opinião, desfruto dos meus méritos, e não vou me sentir mal de ser prejudicada por dizer aquilo que penso mesmo que não agrade.
O meu reflexo, a minha sombra nessa água, será exatamente o que eu sou, mesmo que não tenha muitos fãs, isso todos podem ter certeza.
Até que enfim postei! rs
Beijos

terça-feira, 26 de abril de 2011

Parque Barigui e seus encantos!


O Parque Barigui é um dos meus lugares favoritos em Curitiba, adoro passar as tardes de domingo por lá, seja pedalando, seja com os amigos pra tomar um tererê nas tardes de verão, seja apenas para sentar na grama sentir o sol na pele enquanto vejo a vida passar...
Adoro sentar na grama e observar as pessoas, os comportamentos, as crianças que por lá ainda pulam elástico, empinam pipa, os pais que levam seus filhos para brincar de volei ou futebol, as pessoas de idade mais avançada fazendo exercícios físicos, os pais que pedalam com seus filhos pequeninos de carona em suas bikes, adoro observar a diversidade... desde os atletas que correm por lá todos os dias até as senhoritas que vão ao parque de salto alto! Viva a diversidade!!! Adoro isso!

Mas o Barigui é muito mais que uma tarde de domingo ensolarado... O legal é ver o por do sol no final do dia e ter aquela sensação de um dia bem aproveitado!
E há ainda aquelas noites em que vou pra lá de carro, fico ouvindo música olhando para aquele lago onde as luzes são refletidas e fico pensando na vida ou pensando em nada, saio de lá revonada e com uma paz de espírito que poucos lugares me proporcionam...

Mas uma vez acho que tudo depende do ponto de vista... Eu adoro o Barigui das manhãs de inverno, com a grama congelada, dos banhos de chuva em meio a uma caminhada, da RIC TV me entrevistando porque eu tomo tererê no parque, adoro o Barigui vazio, adoro ele lotado de gente... Algumas pessoas vão à praia, Curitibanos vão ao parque... e sou muito mais os Curitibanos que vão ao parque!!!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hecho en Buenos Aires


Neste final de semana se foram 3 meses da viagem à Buenos Aires, Montevideo e Punta del Este... Eu, minha irmã e dois amigos...
Várias vezes pensei no que eu poderia escrever a respeito da viagem... Mas é claro que eu não poderia fazer como todo turista que escreve dos pontos turísticos, dos lugares para comer, isso não combina comigo...
Então resolvi escrever a respeito de frio na barriga ao andar de avião pela primeira vez, da sensação de ver as nuvens de pertinho, tendo a impressão que eu poderia tocá-las. Resolvi falar que em uma única viagem, usei 4 meios de transporte pela primeira vez na minha vida... Avião, trem, metrô e barco (Buquebus, ah! Em Coronel Vivida não tem essas coisas... E metrô e barco não tem nem aqui em Curitiba...
Foi a primeira vez em que pude medir o quanto sei de um dos idiomas que falo e vi que até que não me sai tão mal em español, tirando o problema com o nome das comidas o resto foi tudo bem!
Mas assistir Desperate Housewives com legenda em español era cômico! E assistir o Bob Esponja então... sem comentários!
Buenos Aires é maravilhosa, bem eu achei... Me encantava com cada lugar que visitava e ficou a vontade de voltar novamente no inverno, porque sensação térmica de 43,8 graus não foi fácil!
Mas a companhia era boa e a viagem foi bem aproveitada! Valeu a pena cada segundo!
E como eu adoro músicas em espanhol não poderia deixar de postar mais uma aqui! Essa foi uma das músicas que embalaram nossa estadia em BUA, "Hecho en Buenos Aires"... apesar de nas lojas tocar o sucesso sertanejo "Chora, me liga" preferia as novidades da música Argentina.


Hecho en Buenos Aires

Intérprete: Bersuit Vergarabat

Juntos de la mano
por el parque vamos,
todos nos miran pasar...
¿acaso tengamos
monos en la cara?
¿o algo que les gusta más?...
No me digan nada,
que la vida es rara
y hoy vamos a improvisar...
En lo establecido
¡hay tanta pavada!
¡no queremos ni pensar!...
Juntos de la mano,
como tres enanos
en la tarde celestial.
Pasa un heladero y una mariposa
posa sobre el delantal...
Vemos la barranca
y nos vienen ganas
de dejarnos arrastrar...
Parecemos nenes,
tan despreocupados,
dedicados a jugar...
Cómo recuerda este abrazo
a una fogata invernal,
con los compinches del barrio
apantallando el amor y el fuego,
para avivar este candor
y así apagar el dolor
y transitar otro carril:
curioso, libre y feliz...
Hecho en Buenos Aires
amor, pura sangre,
somos mucho más que dos...
donde hubo fuego
ahora se oyen risas,
si es delito este fragor.

Como es tripartito,
sobra el apetito,
nos queremos de verdad...
No traigan más panes
que hay muy buenas tortas
¡y se dejan devorar...!
Cómo recuerda este abrazo
a una fogata invernal,
con los compinches del barrio
apantallando el amor y el fuego,
para avivar este candor
y así apagar el dolor,
y transitar otro carril:
curioso, libre y feliz...

A mente imagina, o coração sofre...

E o que dizer das noites frias, dos pés solitários a procura daqueles quentes que um dia os aqueceram...
Que dizer dessa saudade inquietante, do coração que delira mediante um simples oi perdido no tempo e no espaço.
É fácil tê-lo longe, mas perco o rumo quando estas perto.
Queria dizer Adeus! E às vezes queria dizer: preciso vê-lo uma vez mais, preciso que escutes tudo o que grita o meu coração, preciso voltar a ter paz.
Não posso aceitar que o universo tenha conspirado a favor e que agora façamos de conta que nada aconteceu.
Tudo muda quando estas longe e consigo viver uma plenitude talvez vazia, evasiva. Se te vejo aproximando-se o vazio torna-se dúvidas e calafrios.
Quero sentir o calor de seus braços pela última vez, te amar como da primeira, ter a certeza de que será pra sempre ou pra nunca mais!
Tentei esquecê-lo nos rostos perdidos em meio a multidão, mas ainda assim tinha o seu olhar fixo em minha mente, como tatuagem que o tempo não apaga.
E o que fazer agora se me cerco de dúvidas e incertezas, sem saber para onde quero ir, sem saber para onde você irá... Sem saber se nossos destinos irão novamente se encontrar...

Cambia todo cambia


Como já dizia a canção de Mercedes Sosa "Cambia, todo cambia... Y así como todo cambia, que yo cambie no es extraño"...
Feriado serviu para pensar a respeito de algumas coisas, daquelas que eu quero, das que não quero...
Serviu para que sentimentos voltassem a tona, para que outros fossem embora...
Serviu para decidir qual é o melhor lugar para estar nesse momento...
Serviu para sentar na varanda e ver a vida passar, comer os pinhões sapecados na chapa do fogão a lenha, tomar mate doce e conversar por horas com minha irmã. Essa é a vida no interior onde os dias parecem passar lentamente...
Serviu para ver que companhias que antes eram tão desagradáveis tornaram-se agradáveis e consegui ser gentil sem nenhum esforço, tenho o terrível defeito de não gostar das pessoas que destoam muito da minha personalidade... Mas estou tentando mudar isso!
Percebi que as conversas entre mim e minha irmã tornaram-se adultas demais e isso foi um pouco assustador!
Percebi que eu e minha irmã não temos mais nada em comum com nossas primas, os assuntos não fluem mais e ai vem o fato das escolhas que fazemos, nós decidimos estudar, elas decidiram ser esposas, talvez elas sejam mais felizes... não sei... mas tenho a certeza de que a vida que elas levam não me serviria, eu seria infeliz!
Depois dessa viagem algumas coisas mudaram dentro de mim, algumas certezas se consolidaram, algumas dúvidas me fizeram perder o sono...
Mas a vida segue adiante, o mundo não para até que nosso coração se aquiete e sim “muda, tudo muda e assim como tudo muda, que eu também mude não é estranho”.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Filosofando...


Ainda há muitas coisas que preciso aprender, ainda há muitas coisas que preciso entender... Ainda há muitas pessoas que devo conhecer...
Viver é algo incrivelmente mágico, onde a cada dia nos é dada uma nova chance de começarmos do zero e aprender mais, entender menos, é entender menos e conhecer mais... Conhecer as pessoas a nossa volta, conhecer a nós mesmos, conhecer com audácia o desconhecido.
Ainda não fiz a faculdade de jornalismo que gostaria, ainda não fiz o curso de fotografia e nem sai pelo mundo fotografando e escrevendo a respeito do que cada fotografia e cada momento representou em minha vida!
Por outro lado, tenho fotografado em minha mente o rosto e o olhar de cada pessoa que amo ou amei em minha vida. Ainda posso dizer aos meus pais e a minha irmã todos os dias o quanto os amo e o quão importante eles são em minha vida. Ainda posso abraçar meus melhores amigos e dizer que os amo verdadeiramente como irmãos que escolhi ter ao meu lado!
Ainda não amei alguém a ponto de me casar e pensar em passar o resto de minha vida ao lado dele... Mas já me apaixonei mais de uma vez e aproveitei cada paixão da exata maneira que deveria aproveitar, sem medo de me machucar!
Ainda não assisti a um show da Laura Pausini em Milão, mas já ouvi Laura em todos os momentos da minha vida, quando pensei estar apaixonada, quando estava triste, ao lado de minha melhor amiga, nas tarde de inverno e nos dias de sol e calor e sei que as pessoas que me conhecem verdadeiramente ao escutarem Laura, lembram de mim!
Já me senti triste e recebi um e-mail de minha melhor amiga perguntando como eu estava porque ela não parava de pensar em mim! Já fiquei dias sem falar com um dos meus melhores amigos e ao pensar em escrever pra ele me deparei com um e-mail dele em minha caixa de entrada, acho que isso é o que chamam de sintonia, mas pra mim é mágica!
Já prostrei-me diante de Deus para pedir, já chorei diante dele, hoje apenas agradeço pelas bênçãos que recebo todos os dias de Suas mãos, porque tenho tudo na medida exata para ser feliz...