Tenho a terrível mania de perder o interesse facilmente por coisas e pessoas, gosto do que ou de quem consegue despertar meu interesse de formas diferente todos os dias. Não me mande flores, prefiro uma mensagem inesperada no meio do dia. Não diga que me ama, mas me deixe descobrir isto em pequenos atos dia após dia.
Costume perder o interesse por aquilo que me faz cair no marasmo, que não me surpreende! Por mais que se goste muito de um livro, lê-lo duas vezes pode ser cansativo, por isso gosto de viver aquela emoção do inusitado, do desconhecido.
Gosto da loucura às vezes, pois ela me faz pensar naquilo que jamais pensaria em estado de lucidez, a loucura, ela nos faz enxergar a tudo com olhos mais atentos e as mesmo tempo com a visão um pouco embaçada sobre aquilo que gostaríamos que fosse e não é!
Gosto da lucidez porque ela me faz enxergar onde está meu porto seguro, seja ele minha família, meus amigos, meu amor, meu trabalho ou aquilo que já conquistei.
Gosto da sensação do sol tocando minha pele enquanto sentada observo pessoas e comportamentos em minha praça favorita ouvindo ao fundo um blues ou um jazz. E embora não entenda nada sobre arranjos e partituras, gosto de boa música e gosto de quem é capaz de estar em silêncio ao meu lado apenas deixando a música falar enquanto apenas os pensamentos se encontram.
domingo, 16 de junho de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Amores velhos x amores novos
Velhos amores são como aqueles albuns antigos de fotografia, a gente insiste em mante-los ali na estante só para lembrar de vez em quando que nos trouxeram bons momentos. Mas como velhos amores chegam a está condição e como deixam de fazer sentido em nossas vidas? As vezes acho que ele ainda está ali na estante olhando pra mim pedindo para que eu volte a olha-lo com carinho e paixão, as vezes passo por ele, paro, olho, mas me dou conta, rapidamente que não há sentido recordá-lo, afinal se está ali é porque foi bom em algum momento, se fosse bom agora, estaria a meu lado.
Já os novos amores nos trazem aquele frescor de verão, trazem energia renovada, frio na barriga, borboletas no estômago!
Olhei para ele do outro lado da rua, esperando por mim em sua moto "Amazonas", olhos escuros, jaqueta de couro, calça jeans colada e um barba irrestivelmente por fazer. Como controlar o brilho nos olhos, como disfarçar quando estou completamente enfeitiçada!
Ele é o consolo ao final de um dia dificil, é o café com churros ao final da noite, é fazer amor enquanto o mundo dorme, é um sorriso que me desconcerta! Não sei como foi que me perdi e me apaixonei tanto...
Mas foi nesse verão que senti o frescor de um novo amor!
Já os novos amores nos trazem aquele frescor de verão, trazem energia renovada, frio na barriga, borboletas no estômago!
Olhei para ele do outro lado da rua, esperando por mim em sua moto "Amazonas", olhos escuros, jaqueta de couro, calça jeans colada e um barba irrestivelmente por fazer. Como controlar o brilho nos olhos, como disfarçar quando estou completamente enfeitiçada!
Ele é o consolo ao final de um dia dificil, é o café com churros ao final da noite, é fazer amor enquanto o mundo dorme, é um sorriso que me desconcerta! Não sei como foi que me perdi e me apaixonei tanto...
Mas foi nesse verão que senti o frescor de um novo amor!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A menina que brincava de bonecas
Ainda ontem eu brincava de boneca escondida no meu quarto, no dia seguinte acordo mulher feita! E como administrar todas essas mudanças? Como entender a confiança que depositam em mim se por vezes olho no espelho e tenho a impressão de ainda ver aquela menina que brincava de bonecas?
sábado, 29 de dezembro de 2012
Toda sua...
Os primeiros raios de luz começam a invadir meu quarto nesta manhã, Norah Jones é quem faz o fundo musical, aliás como já o fez tantas outras vezes... Em meio aquela sonolência tão peculiar leio sua primeira mensagem do dia, que termina com a frase: "beijos com sabor de paixão". Bastou para atiçar minha imaginação, que rapidamente fez um link com o livro que eu lia antes de me deitar... "Toda Sua".
Sim! Eu que sempre fugira de modismos literários havia sucumbido, não se tratava apenas disso, não era apenas um romance igual a tantos outros que já li, nem era repleto de seriedade, nem era um livro de crônicas como os novos títulos que comprei nas ultimas semanas e esperam ansiosos que eu os leia. Desta vez fugi, do meu convencional, e me rendi a um conto erótico, isso talvez me faça lembrar que a cada dia que passa me aproximo mais dos 30 anos.
Chegar aos 30 anos costuma assustar as mulheres, a mim, bem a mim... Mostrou que me tornei ainda mais mulher, com uma sedução, com uma maturidade, com um confiança que só chegam mesmo nessa idade. Vivendo dias intensos de trabalho, onde tudo vem acontecendo freneticamente, ainda consigo tempo para viver um romance, um caso, uma paixão ou sei lá que nome isso possa levar...
Essa maturidade de 30 anos, talvez seja a culpada de tudo, me permito viver uma história louca em noites após dias exaustivos, mas tudo é tão contraditório, a história louca me traz uma paz de espirito nunca antes experimentada em meus antigos relacionamentos! Sou intensa, sou eu mesma, em minha mistura de menina doce e mulher ácida e tudo isso só o faz gostar ainda mais de mim.
Poderia escrever um livro... Mas essa é uma história secreta, que pertence apenas aos dois corpos que se encontram nas madrugadas, mas essa é uma história secreta de duas pessoas que... Com historias tão diferentes, de mundos tão distantes, se encontram em pensamentos, toques, carinhos, cuidados, risos e madrugadas...
Sim! Eu que sempre fugira de modismos literários havia sucumbido, não se tratava apenas disso, não era apenas um romance igual a tantos outros que já li, nem era repleto de seriedade, nem era um livro de crônicas como os novos títulos que comprei nas ultimas semanas e esperam ansiosos que eu os leia. Desta vez fugi, do meu convencional, e me rendi a um conto erótico, isso talvez me faça lembrar que a cada dia que passa me aproximo mais dos 30 anos.
Chegar aos 30 anos costuma assustar as mulheres, a mim, bem a mim... Mostrou que me tornei ainda mais mulher, com uma sedução, com uma maturidade, com um confiança que só chegam mesmo nessa idade. Vivendo dias intensos de trabalho, onde tudo vem acontecendo freneticamente, ainda consigo tempo para viver um romance, um caso, uma paixão ou sei lá que nome isso possa levar...
Essa maturidade de 30 anos, talvez seja a culpada de tudo, me permito viver uma história louca em noites após dias exaustivos, mas tudo é tão contraditório, a história louca me traz uma paz de espirito nunca antes experimentada em meus antigos relacionamentos! Sou intensa, sou eu mesma, em minha mistura de menina doce e mulher ácida e tudo isso só o faz gostar ainda mais de mim.
Poderia escrever um livro... Mas essa é uma história secreta, que pertence apenas aos dois corpos que se encontram nas madrugadas, mas essa é uma história secreta de duas pessoas que... Com historias tão diferentes, de mundos tão distantes, se encontram em pensamentos, toques, carinhos, cuidados, risos e madrugadas...
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Seu sorriso é tão perturbador!
Seu sorriso é tão perturbador! Ai meu Deus como ele é perturbador! Basta um sorriso seu para toda raiva desaparecer levada pela brisa suave.
Como explicar essa influencia maluca que exerce sobre mim, como explicar meu corpo reagindo ao pensar no seu! Como descrever cada madrugada em que nos amamos como dois loucos ensandecidos por um prazer que não se pode explicar aos normais.
Quando sorri!
Ah meu Deus quando sorri!
Posso tocar um pedacinho do Céu, sem tirar meus pés do chão!
Nossas histórias não se cruzam em momento algum, nossas histórias se cruzam nas madrugadas em que nos encontramos.
Tão pouco sei a seu respeito, seu endereço, seus segredos, seus sonhos. Tanto sei do carinho que tem por mim.
Nessa história insana perdi o juízo, perdi a razão e perdi o controle... E quando penso em tentar fugir, esse sorriso vem ao meu encontro! Ah esse sorriso! De tão calculista que sou, quase nada me resta quando te aproximas. De tão sensível que sou, viro bicho, quando te aproximas.
E são nos meus dias de mulher acida que me toma em teus braços e me cala com um beijo ao qual não tenho como reagir. E hoje não falarei que ouvias minhas canções favoritas antes de me conhecer e nem falarei que me fascina sua inteligência e nem falarei que gosto da sua companhia...
Talvez não queira descobrir seus segredos, talvez não queira descobrir onde moras, talvez não queira ser sua namorada, porque isso tudo se torna um detalhe demasiado pequeno diante do que você me causa.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Essa embriaguez..
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”
(Clarice Lispector)
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”
(Clarice Lispector)
domingo, 18 de novembro de 2012
A trégua
Ontem terminei de ler o romance "A trégua" de Mario Benedetti, fiquei triste com o final, porque não esperava aquilo... acho que era exatamente essa a intenção do autor, mas me deixou triste!
A gente se prende demais em regras impostas pela sociedade ou paradigmas tão enraizados em nossa cabeça que deixamos a felicidade em segundo plano por não nos permitir certas atitudes.
A trégua quer dizer, uma pausa daquela vida regrada de dias tão iguais e sem riscos para viver uma felicidade em sua total plenitude. No livro ele espera apenas pela sua aposentadoria em uma vida sem acontecimentos, mas ela chega para dar essa trégua tão necessária para que os olhos cansados das decepções mundanas pudessem se encher de brilho outra vez.
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