domingo, 27 de novembro de 2011

Triste...

Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito. A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?
By Tati Bernardi

sábado, 19 de novembro de 2011

Bons ventos...


E os bons ventos voltaram a soprar... como a brisa suave beijando meu rosto e dando bom dia à vida!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aos prazeres e comodidade da vida...





Com o passar do tempo, nossos gostos, atitudes e a maneira de ver e viver a vida vão mudando, tal como as mudanças de estação... Quando se chega aos 30 anos nossa cabeça será completamente diferente do que era aos 20...

Não sei em qual momento a futilidade humana passou a me cansar, mas me cansei e a cada dia me canso mais...

Não sei em qual momento passei a gostar de música que pessoas com 30, 40 ou mais ouvem, quando vi meu gosto musical, havia mudado por completo...

Nunca fui de fazer compras pela internet, porque gostava da sensação imediatista de ter o objeto de desejo naquele instante em minhas mãos, mas passei a fazê-lo e hoje descobri que não é pelo conforto de comprar sem sair do sofá da sala, mas pelas demais comodidas ou vantagens que isto me traz. Hoje ao consultar na net o valor do novo CD da Laura Pausini (Benvenuto) e o novo Livro de Martha Medeiros (Feliz por nada), que no site custava R$ 18,90 decidi levantar do sofá e ir até a loja destes produtos no shopping, assim aproveitava e tomava um delicioso Cappuccino trufado.

Lá fui eu para a saga infernal... A glamourosa classe C chegando em bando, deixando as lojas completamente lotadas, sem nada comprar, entrei na loja que eu queria, perguntei pelo CD da Laura, o moço respondeu: Chegará apenas na segunda-feira, ao perguntar pelo livro ele custava R$ 31,00 lá! Indignada fui ao café, me sentei e como sempre faço tentei esquecer a vida ao meu redor, havia poucas pessoas no café, afinal são poucas as pessoas que se dispoem a pagar tal valor agregado a um café, pra mim não é apenas um café, mas sim um jogo de sensações aguçando paladar, olfato e visão...

Tenho conciência que também faço parte da glamourosa classe C, não me envergonho por isso, mas passei a ver que objetos e sonhos possuem valor e não preço... há uma sutil diferença ai...

Então você percebe que tem trabalhado o dobro para ter um salário compativel com o estilo de vida que quer levar, é um sacrificio pelos prazeres que a vida pode lhe dar... Pelo show de sua cantora favorita, pela viagem no final de semana, pelo café de alto valor agregado, pelo sapato exclusivo, pelo jantar em um bom restaurante ou simplesmente pelo sentar frente ao mar, tomar um cerveja Original, sim uma cerveja e aproveitar o "Swell" da vida.





domingo, 13 de novembro de 2011

Devaneios de uma noite de domingo...



A música soando nos meus ouvidos e vibrando em meu corpo que, por hora começa a se movimentar no compasso das batidas desta nova canção.

Idéias borbulhando na cabeça e o silêncio ao fundo dando espaço apenas a música que insiste em conversar com meus pensamentos...

Meus sonhos vão passando ali, diante de mim, agora posso tocá-los, como uma bolha de sabão, se a toco, ela estoura e então o sonho se torna real diante de mim... como mágica!



domingo, 30 de outubro de 2011

Histórias de amor...


Ela tinha 20, ele tinha 32 quando eles se conheceram, ela era a garota sonhadora que fazia faculdade e sonhava um dia ganhar o mundo, ele era uma sombra, um mistério, uma incógnita, tão pouco dele ela conhecia, tão pouco lhe interessava saber a respeito do estranho desconhecido de trinta e poucos anos, eles viviam em mundos completamente diferentes e não tinham absolutamente nada em comum, muitos anos depois eles se conheceram pessoalmente e viram que havia entre eles muito mais em comum do que poderiam supor...
Ela era uma adolescente e algumas vezes na semana o via pegar o mesmo ônibus com o mesmo destino, mas qual era o seu destino? Certa vez ela recortou sua foto do jornal, mas ele ainda era o moço bonito de nome desconhecido... Ele era o amor platônico da vida dela, até o dia em que ela o conheceu e soube que ele era mais perfeito do que seus sonhos seriam capaz de interpretar.
Ela era uma jovem garota quando o conheceu, se apaixonou, mas um dia descobriu que seu amor platônico havia se casado... 10 anos depois ela o viu de longe, sem que ele percebesse sua presença, provavelmente ele não reconheceria aquela mulher, então ela agradeceu ao destino, em silêncio, por um dia ter duramente sabido que ele era um amor impossível.
Ela o conheceu quando ele foi escolhido para ser o seu instrutor, eles se perseguiam pela cidade, eles se encontravam em esconderijos secretos e viviam uma paixão loucamente emocionante... mas um dia ela partiu o deixando para trás... pois havia ali apenas os beijos tortos sob a luz do luar em uma estrada qualquer de um dia qualquer...
Ela o conheceu no dia de sua festa de aniversário, eles eram completamente diferentes, mas eles eram novos na cidade e um foi o suporte do outro naquele inicio turbulento. Eles passaram muito tempo juntos, ela o deixou, ela o deixou de novo, ele a deixou, eles se deixaram... ele ainda a ama e diz que a cada dia que passa ela se torna um pouco mais a mulher de seus sonhos, ela não sabe em que momento tanto sentimento se perdeu e deu espaço apenas ao carinho e ao agradecimento.
Ela o conheceu em um dia triste e eles conversaram longamente e conversaram longamente pelos dias que se seguiram, ele veio de longe ao encontro dela, mas ela não estava pronta para o tamanho do amor que ele trazia consigo... Ele ainda sofre por ela, de volta às suas raízes...
Ela viveu com ele apenas os encontros secretos... Ele a fazia rir, ele tocava violão para ela, ele sabia muito bem como fazer uma massagem relaxante após um dia difícil, eles nunca se amaram, jamais viveriam uma história de amor, não se amavam, apenas eram amigos, amantes, livres e sem a pretensão de um relacionamento naquele momento...
Ela poderia ter se casado com qualquer um deles, algum deles pode ter sido o amor da vida dela, ela pode ter sido o amor da vida de alguns, outros foram apenas um romance de verão que acaba ao final da estação, alguns ainda deixam a confusão de uma pontinha de sentimento que teima em permanecer ao longo dos anos...
O amor é imprevisível, é inconstante, é loucura, é paz, é desejo, é dor ou é todas essas sensações ao mesmo tempo. Mas uma coisa é certa, amor e medo jamais poderão andar de mãos dadas. Porque ela não se casou com nenhum deles, porque em todas estas histórias sempre alguém foi o amor e alguém foi o medo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Simples

Poesia e som...
Letra e música...
Pensamentos soltos...
O soninho no sofá...
A tarde de sol e calor...
A noite com a brisa suave...
A conversa a beira do lago enquanto os peixes são alimentados...
O sorvete com calda de amoras...
O embalo de Olly Murs...
E a vida segue simples e deliciosamente assim!

domingo, 23 de outubro de 2011

Vendo o mundo do lado de fora


É engraçado, estar com o coração vazio para o amor é como se eu pudesse de alguma forma olhar o mundo do lado de fora e enxergar mais atentamente o comportamento de quem está dentro dele.
Posso ver que as pessoas estão cada vez mais carentes, mas ao mesmo tempo, quando estão acompanhadas, preferem companhias virtuais, mesmo acompanhadas elas sentem-se sozinhas, não consigo entender direito isso!
As pessoas passam a vida toda atrás de felicidade e de uma amor, felicidade que acham que podem encontrar a venda nas prateleiras de um supermercado, porém na prateleira mais alta onde ninguém consegue alcançar. Amor... o amor dos filmes, dos livros ou dos contos de fada, amor está intimamente ligado à felicidade?
Então ele mora na prateleira ao lado? E pode ser vendido em várias versões? Amor platônico, amor em doses homeopáticas, amor insano, amor descartável? Amor para sempre????
E então o que falar dos homens? O sexo frágil do século XXI, cada vez mais indecisos, mais assustados e mais sozinhos em um mundo em que se eles não forem os donos, ninguém poderá entrar...
Ainda vivem como homens das cavernas onde devem prover a família e protege-la, se não for assim qual a função deles na vida de uma mulher? Então as mulheres do século XXI tornaram-se fortes, independentes, inteligentes e o homem pré histórico, tem medo disso e foge... foge como o sexo frágil incapaz de suportar tamanha mudança.
E as mulheres que brigaram tanto por esta independência agora sofrem porque estão sozinhas, porque não conseguem apenas casar, ter filhos e uma vida normal, acordar, fazer café da manhã para o marido e arrumar os filhos para a escola...
Então onde está a lógica de tudo isso? Sinceramente não consigo entender???